sexta-feira, 6 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
SEGUNDA PARTE DE O OUTRO LADO DA MENTE.
SEGUNDA PARTE DE O OUTRO LADO DA MENTE.
-Para eles, daqui deste Planeta Super-Desenvolvido, não há nada que
exista no Planeta Terra, que eles não saibam. Sabem de tudo que se passa por lá.
Aqui não há segredo e nem mistério a respeito dos habitantes da terra. Eles têm
aparelhos modernos que informam tudo sobre a Terra e como vivem os habitantes.
-Como assim? Saber de tudo sobre os países desenvolvidos e
subdesenvolvidos?
-Exatamente. Aqui, a tecnologia é sofisticada e super adiantada. Têm
aparelhos em todo planeta instalados e que não há segredo nenhum mais para
eles. São ultra-inteligentes. Há vários satélites espalhados no espaço cósmico.
Através desses aparelhos satélites é que eles colhem informações lá da terra.
-E você, como se chama? Quantos anos você está aqui e o que faz?
-Eu me chamo Jorge Silva. Hoje eu sou cientista. Médico cientista. Formei
aqui. E ainda estou estudando e pesquisando. Aqui, sou como calouro, pois, há
muitas coisas para eu aprender com eles.
-Só existe de brasileiro, aqui, você?
-Não. Há muitos brasileiros e também outros de outros países. Você irá
conhecê-los brevemente. Chegaram aqui há muitos anos. Eu só estou com vinte
anos aqui. Quando aqui cheguei, eu era um adolescente de apenas 16 anos de
idade. Não somente brasileiros, mas há de outros países aqui também como já lhe
falei.
-Então as pessoas sumidas lá da terra, estão todas aqui?
-A maioria delas foi trazida para cá e são todos formados em ciência. São
cientistas. Formados e educados aqui.
-Não vão devolvê-los à Terra?
-Eu não sei lhe responder, mas, se forem devolver, poucos são os que
querem voltar, pois, aqui, é outro mundo mais civilizado e mais humano. São
verdadeiros cidadãos de muito respeito para com o outro e todos são queridos
entre si.
-Como assim?
-É que não há estranhos nenhum em todo planeta. Todos falam a mesma língua,
o mesmo idioma em todo o planeta. Todos têm a mesma cultura, a civilização não
há diferença nenhum entre um país e outro. Não precisa de passaporte para ir a
outro país ou continente. Todos são livres para irem e virem onde quiser.
-Aqui há mais países do que na Terra?
-Sim. São duzentos e cinqüenta países.
-Mas todos pequenos, não é mesmo?
-Não. O menor país é do tamanho do Estado da Amazônia.
-Puxa! Como é que você sabe tudo sobre aqui e os Estados lá da Terra,
se você me disse que era garoto de rua, talvez analfabeto? Creio eu que você
não estudasse geografia!...
-Mas, aqui, eu cursei escola universitária e depois me doutorei. Aqui a
gente estuda o universo. O cosmo. Estuda-se o Planeta Terra e o daqui, bem como
todo o sistema solar. Não há nada em segredo astrológico. Tudo é estudado e
descoberto. Todos têm nível universitário em todas as áreas. Não há analfabeto
e nem quem não cursasse nível universitário. Aqui, a cultura e o saber estão em
primeiro lugar para todos. Quem tem cultura tem saúde boa. Não há ninguém
estranho como lá na terra. O ser humano, aqui, é respeitado e valorizado.
-Tem razão de você afirmar que a maioria não quer mais voltar à Terra,
salvo aqueles que deixaram suas famílias e delas têm saudades.
-Exatamente. E você quer voltar à terra?
-Estou louco para que aconteça isso, pois, eu amo a minha família.
Estou preocupado pelo sumiço meu para com todos que deixei lá.
-Pode deixar. Não se preocupe não, pois, você foi trazido para cá, a
fim de levar à Terra outro tipo de vida com a experiência que você irá receber
e aprender aqui. O que o Mestre ensinou lá na Terra, desprezaram; aqui, não.
Todos fazem a vontade do Mestre.
-Mas... Que Mestre você está falando?!
Jesus Cristo. Depois que Ele ressuscitou e se ascendeu, passou por aqui
e ensinou a todos a viverem como irmão. Os valores que Ele deu lá da Terra, com
os seus ensinamentos e exemplos, poucos aceitaram a viver o que Ele ensinou. Você
vai receber e aprender essa cultura e desenvolvimento, que não é vivida lá na
terra. Alguns poucos aprenderam e viveram como o Mestre, mas foram perseguidos
e mortos. Foram os mártires do cristianismo.
-Ah! É muito bom num ponto, mas em outro, não. Se eu pudesse voltar
hoje, que alegria ficaria eu...
-Não se preocupe. Não vai demorar muito tempo, não. Talvez sejam
somente alguns meses; ou talvez sejam seis meses. Mas vale apena para você e
todo o Planeta Terra. Você será um cientista e irá ensiná-los como é que faz
uma ciência moderna como essa daqui, sem ferir a natureza e nem o ser humano. E
transformar o Mundo Terrestre igual esse aqui. Irá demorar, por causa das
rivalidades culturais, formação e se chegou a um ponto máximo de desassociar-se
e desumanizar-se há muitos séculos entre os habitantes da Terra. Mas há muitos,
principalmente os cientistas, filósofos, sociólogos, ecológicos, antropólogos e
teólogos que se preocupam com o Planeta Terra e com os seus habitantes,
principalmente em questões de poluição e depredações à natureza.
-Apenas em seis meses eu me formo sendo um cientista!? E se o Mestre
não conseguiu, eu é que vou conseguir transformar os habitantes da terra?!
-O mundo, nos tempos de Jesus, era muito atrasado e não havia uma
tecnologia que existe hoje e nem uma civilização cultural que tem hoje lá. O
mundo do Planeta Terra, hoje, é mais fácil, porque há mais compreensão e mais
visão de mundo real. Lá existe muita gente que quer a mudança e se baseia nos
ensinamentos de Jesus Cristo.
-Sim. Exatamente. Eu concordo com essa sua explicação óbvia. Continuou
Jorge me explicando:
-Aqui tudo é mais fácil e mais rápido. A mente humana foi feita para
aprender rapidamente as coisas novas e se adaptar a elas. Aqui, descobriram que
o homem tem um computador que possui poder como um deus que se chama cérebro.
Aqui eles souberam usá-lo. O homem terrestre é que não soubera usá-lo. Só
pensam em poder, riqueza econômica, globalização monetária. É exatamente isso que
impede usar o cérebro e o poder da mente. A economia daqui são os valores da
tecnologia da perfeição e humanização perfeita e com um bom desenvolvimento,
porque a riqueza é saber usar a mente pesquisando sempre o que é melhor para o
equilíbrio de toda a humanidade em busca da perfeição. Fique aqui deitado, pois
vou chamar uma equipe para fazer-lhe um check-up de tudo que você precisa.
Voltarei em poucos minutos.
Ele saiu e eu fiquei só e muito pasmo de ouvir e saber que eu estava em outro Planeta que
não era a Terra. Mas com muito medo ainda.[continuação na próxima página]...
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
OITAVA PARTE DE O OUTRO LADO DA MENTE.
OITAVA PARTE DE O OUTRO LADO DA MENTE.
Nada é obrigado a ninguém; e nem anti-democrática à vida para cada um.
É uma vida bem vivida em sociedade sem diferença nenhuma. Todos são deferentes
e servidores uns para com os outros. Para seguir uma carreira na vida tem que
descobrir o dom. Ninguém exerce uma profissão sem ter dom e sem amar aquela
profissão. [Verdadeiro sacerdócio]. Há psicólogos para cada família na ajuda da
educação do lar. Não há erotismo e nem revistas pornô e nem tampouco filmes. Há
ensino para todos os jovens da vida sexual como sagrada e respeitada. Existem
bastante humoristas que se apresentam nos teatros e nas TVs, mas não contam
piadas e nada fora da ética e da moral. Não há homossexualismo e nem motéis.
Eu ouvia atentamente e observando as maravilhas de como viver a vida
com respeito, com amor e os valores da vida, tanto humana como ecológica. Tudo
são sagradas como se já estivesse vivendo na “Nova Jerusalém”. Eu dizia comigo
mesmo: “Meu Deus, quando é que o nosso Planeta Terra deva ser respeitado e
preservado como o daqui? Quando será, meu Deus, que os homens do meu País, dos
Países pobres do Terceiro Mundo, vão ser livres; tendo uma vida digna e
valorizada como esses valores do povo daqui? Quando é que irão ouvir a voz da
razão e da inteligência para que deixem de explorar e depredar a natureza? Ah,
se eu pudesse transformar o mundo inteiro levando a experiência daqui! Não é
pessimismo, mas se mataram o Mestre, quem sou eu para que todos possam me ouvir?!
O que vi e vivi esse tempo que estou aqui e os meus amigos me mostrando tudo; dando-me
uma aula que jamais sonhei em toda a minha vida. Vão, sei disso, é fazer
manchetes, noticiários, querer que eu me apresente em TVs para ser entrevistado
e sair em manchetes. Fazer
de mim um ídolo e derramar dinheiro para que eu sirva de propagandas
comerciais. Pois o que vale lá é a imprensa, a mídia noticiando tudo que eu
disser e eles faturarem muito dinheiro vendendo as notícias que eu vou anunciar
e explicar tudo que estou vendo, ouvindo e aprendendo. Tenho plena certeza,
pois, o capitalismo é assim que funciona. Exploração do homem para com o homem.
Vão até dizer que sou louco. Uns irão acreditar em mim; e outros, não. Esses
outros que não irão acreditar em mim, vão fazer de mim um ponto de referência
para faturar dólar. Mas para transformarem a Terra igual esse Planeta aqui?
Duvido muito. Possa ser que os cientistas vão pesquisar para descobrir se eu
estou falando a verdade. Poderá até, com base na minha informação, descobrirem
a real vida de outros planetas mais adiantados com adiantadíssima tecnologia do
que a que existe no nosso Planeta Terra. Até que acredito nessa lógica, pois,
os nossos cientistas estão preocupadíssimos sobre a vida da terra pela
depredação e desorganização social que está se agigantando muito sobre o
desrespeito, não somente com o ser humano, mas, sobretudo contra a natureza.
Anunciam os cientistas que irá faltar água no Planeta Terra. Sem haver água, não
haverá condição de vida; nem ao homem, nem aos animais e nem as plantas. Tudo
morrerá.
Os religiosos, também, estão preocupadíssimos com a falta de humanidade
e de amor ao outro ser humano. Os valores deixados pelo Mestre poucos são os
que vivem e ensinam o que ele deixou para que cada um viva como irmãos. São
poucos os que vivem a si aperfeiçoar no dia a dia e a imitar o Mestre. Não sei
o que vai acontecer com a minha chegada lá e anunciar que estive aqui, nesse
Planeta adiantadíssimo e das coisas que estou vendo. Parece que é um verdadeiro
antagonismo em sentido de nossa vida na terra. Parece que aqui é um paraíso de
habitantes super felizes! A minha família, bem como os meus conterrâneos irão acreditar
em mim, pois, eu sumi, naquela noite, indo à festa do meu amigo que estava
sendo aniversariante... Sei que todos de minha terra, bem como as pessoas que
me conhecem de outros municípios e outras plagas onde eu sou conhecido, eu acredito,
piamente, que eles irão acreditar em mim. Pois já conhecem a minha personalidade e nunca
fui de mentir ou enganar a ninguém; por isso irão acreditar em tudo que eu irei
contar. Não sei se irão acatar e colocar em prática a vida semelhante a do povo
daqui desse Planeta.
Estou rezando, a fim de que chegue logo esse dia para que eles possam
me levar de volta para a minha terra e poder rever os meus amigos e minha
família. Será a maior alegria, quando me vir chegando são e salvo. Haja tempo,
horas e dias para que eu possa contar-lhes pormenorizadamente tudo que vi,
aqui, convivi e aprendi. A maior alegria de todos, quando eu chegar, e ficarão surpresos, quando me virem diferente a minha
fisionomia. Sim, porque os males que sofria, sobre saúde, inclusive o vitiligo
que me deixou quase todo branco a pele, já estava quase totalmente branco;
agora a minha pele está completamente nova como antes. Estou com nova dentadura
implantada, não uso mais óculos, e me transformaram em outra pessoa. Estou
muito mudado de fisionomia. Isso vai haver uma admiração muito grande para
todos que me conheceram. Quanto ao querer saber como foi o sequestro, o meu
sumiço, por quem, onde eu fiquei esses tempos todos; são inevitáveis essas
perguntas. Haja tempo e folgo. Mas terei de contar tudo o que aconteceu,
naquela noite, e para onde me levaram. Por enquanto eu ainda estou aqui a
pensar e a ficar emocionado e ansioso para que chegue esse dia tão importante
para mim. Serei diferente e quero viver como esse povo daqui. Embora na terra
haja muita poluição, muita desigualdade social, muita falta de caráter, de
ética e valorização à natureza, mas terei de enfrentar com serenidade,
paciência e coragem para dizer-lhes que existe outro planeta bem maior do que o
Planeta Terra. Bem mais desenvolvido e mais humano do que a humanidade da terra,
que se desumanizaram e desassociaram. Não vou querer me aparecer e nem querer
fama nenhuma. Só quero fazer o bem e ensinar o que aprendi aqui. Quem quiser
acreditar em mim poderá ser um parceiro meu para mudar as principais coisas
mais importantes. Eu acho que eu terei uma grande aliada: A Impressa. Os
escritores irão escrever livros sobre esse planeta. Apesar de eles, impressa e
escritores, fazerem um bom trabalho noticiário, é claro, que o país, aliás,
povo e povos vivem no sistema capitalista. Embora existam países do Primeiro
Mundo como o Canadá, Nova Zelândia e outros, que têm uma cultura, uma
civilização bem diferente de outros países subdesenvolvidos. Mas em se falando
em gerar economia e renda, abraçarão o que é mais econômico, pois, a bolsa de
valores é o equilíbrio financeiro e econômico de todos os países. Ninguém quer
perder a queda de braço. Vai render muito dinheiro com as vendagens de
revistas, jornais e livros. É claro, que uma novidade desta, que irei contar é
muito importante para o mundo inteiro, principalmente criando teatro e novela
baseada no que eu irei anunciar tudo o que aprendi e vi aqui.
Enquanto eu estava a pensar o que eu iria fazer, quando eu chegar lá na
terra, elaborando e fazendo projeto, sonhado, viajando no meu pensamento,
chegaram os aeronautas. Junto com eles vieram meus amigos: Jorge, Antônio,
Willian e Isaias. Conversamos um pouco e nos despedimos. Colocaram-me no
aparelho e me vestiram com uma roupa estranha; colocaram outro aparelho em
minha cabeça e a aeronave subiu tão rápido, que me pareceu que estivesse
parado. Muito confortável. Não ouvi barulho nenhum. Parecia que eu estava
deitado numa cama de dormir. Relaxei-me e dormir imediatamente. Não sei contar
as horas que o aparelho levou e nem dias para aterrissagem. Só senti uma
pequena sensação que pousou em algum lugar. Quando me acordaram, senti que eu
não estava mais com as roupas e nem o aparelho na cabeça. A aeronave já havia
pousado e eles me colocaram no chão firme. As luzes estavam acesas e percebi
que era a minha cidade. Olhei em volta e notei que eu estava na mesma praça
onde, naquela noite, eles haviam me sequestrado. Naquele momento, aproximou um
carro e eles focaram uma luz forte em direção do dele que parou imediatamente.
Os faróis do carro apagaram e houve um enorme silêncio. Eles me afirmaram que
tinham imobilizado o veículo para que o motorista não pudesse vê-los, que eles
estivessem ali comigo. Ao despedir-se de mim, disse-me um deles: Olha, aqui
está este aparelho de comunicação, que irá servir de comunicação entre mim e
você. Se houver alguma dificuldade e não conseguir o nosso objetivo, e, se
quiser voltar, comunique comigo eu venho lhe buscar, caso queira também, é
óbvio. Eu acredito que farei tudo o que eu aprendi e transmitirei a todos. Hoje,
é mais fácil e a comunicação é globalizada. Acredito que vai demorar muitos
anos para chagar ao nosso objetivo de transformação por causa do sistema montado
há séculos. Mas tentarei reverter essa maneira erronia de vida daqui. Despediram-me
de mim decolaram sumindo numa velocidade de um relâmpago que não vi mais nem as
luzes do aparelho.
Caminhei em direção do carro. Era um Fiat cor cinza. Aproximei e vi o
motorista dormindo ao volante. Eu o acordei e ele se assustou. Olhou para mim e
perguntou-me: O que aconteceu!?... Vi uma luz forte que bateu em meu rosto e
não vi mais nada... Olhou para mim e disse: Marcus!
-Olá, João. [CONTINUE NA PRÓXIMA PÁGINA]
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
A HISTORICIDADE DOS EVANGELHOS.
A HISTORICIDADE DOS EVANGELHOS
Aqui iremos estudar profundamente a
historicidade dos evangelhos. Como sugiram e quando foram escritos. Não
foram escritos na Palestina e nem na
língua hebraica e aramaica, que era a
língua que Jesus falava. Foi escrito na língua
grega. [Passado para a Vulgata]. A escrita naquela época não tinha valor
nenhuma, mas sim a oral. Levaram muitos
anos os ensinamentos de Jesus oralmente a chegar a ser escritos. Foram
conservados e anunciados de boca em boca
com a pureza da fé sem adulterar nada
por ter maior valor do que a escrita. Muitas coisas se perderam e que não contém nos evangelhos; nada está completo nos
evangelhos e tudo é resumido com uma pedagogia doutrinária e catequética. Não se pode interpretar e afirmar que
tudo foi exatamente o que realmente está escrito nos relatos contidos neles. Os
evangelhos não são filmes e nem
jornalismo ou matérias de notícias de
manchetes ou para dar notícias exatas.
Tudo o que neles estão escritos não podemos ler e acreditar que foi desse jeito que Jesus ensinou e tudo
é como está escrito ao pé da letra. Primeiro
não havia gravador para gravar tudo o que Jesus
pregou durante a sua vida pública para ser exato ou aferível. Segundo
demorou mais de quarenta anos para
serem escritos. Aí se percebe ser difícil conservar tudo sem perder nada do que
foi dito por Jesus. Terceiro levaram
muito tempo para escrever, pois, eram manuscritos em pergaminhos e não foi de
uma só vez e não se pode acreditar que tudo que está narrado neles foi desse
mesmo jeito que Jesus falou.
Na cultura do povo era mais importante o anúncio de boca em boca e não lendo nos livros. Não
era como hoje que os livros têm valor maior do que discurso ou fala. Há relatos
dos anos vinte [da vida pública de
Jesus] e a maioria foi escritos pelos evangelistas depois que Jesus havia
morrido há mais de quarenta anos.
[Paulo foi o primeiro a escrever as suas epístolas, anos sessenta]. Muitas
coisas neles são escritos teológicos e
catequéticos que os evangelistas escreveram como formação da fé cristã.
[Não são relatos informativos]. Os escritos dos evangelhos são breves. [Difíceis de interpretar]. Como por exemplo:
“Acompanham-me que farei de vocês, não pescadores de peixes, mas de homens”. E
todos abandonaram as redes e o seguiram. Aqui é muito breve para se entender,
como aqueles pescadores se tornaram seus apóstolos somente a um convite a queima roupas. Veja como é breve: “Partindo dali, Jesus viu um
homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas.
Disse-lhe: “Segue-me”. [Mt 9, 9]. O homem levantou-se e o seguiu”. Ele era
cobrador de impostos e ganhava muito dinheiro. Aqui o evangelista não explica
nada. É breve e sem clareza. Nenhum
evangelista estava interessado a escrever
história científica, pois, eles escreveram para formar e não para informar.
Não é como você vai à padaria e compra o pão já prontinho. Aqui, eles lhe fornecem o trigo, o fermento e todos os ingredientes, mas você é que irá
fazer o pão. O pão não nasce pronto; é preciso saber prepará-lo e bem para o
bom sabor. O entendimento da leitura dos evangelhos há o nível primeiro e o nível terceiro. O nível terceiro são os que
leem e dizem: É desse jeito que está escrito aqui. Foi Jesus que disse tudo
isso que estamos lendo, isto é, ao pé da letra como fundamentalistas. O nível primeiro são os que buscam entender com
base na cristologia, teologia e estudo da
hermenêutica e da historicidade para buscar a verdade. Houve um grande
progresso em estudo da teologia, cristologia e eclesiologia para entender com
profundeza os relatos dos evangelhos. Os evangelistas amavam a brevidade. Eles não sabiam o que era cristologia e nem eclesiologia. Houve um grande progresso e evolução das
interpretações teológicas e cristológica no decurso dos tempos até chegar a
nós. Eles não escreveram relatos jornalísticos
e nem biográfico da vida de Jesus. Eles escreveram com inspiração divina
porque Jesus Cristo ressuscitou
vencendo a morte e apareceu a muitos. [Mais de quinhentas pessoas]. Eles
escreveram como forma de doutrina
catequética e pastoral para comprovar que Jesus é mesmo o Messias; o que Israel esperava para a libertação e
salvação de todos. São relatos genuinamente
teológicos e não livro de história
comprovando que foi desse jeito que tudo aconteceu como se ler ou como está
escrito. Nada foi ao vivo. Os relatos que aconteceram de fato como estão
escritos, são os que todos os evangelistas
e Paulo escreveram com homogeneidade. Estes deveras, saíram da boca de Jesus Cristo. Não há dúvida nenhuma. Todos os
relatos são breves e cheios de simbologia,
metáforas, parábolas, hipérboles e alegorias.
Quem não entender de hermenêutica não
vai entender nada ao ler qualquer texto da Bíblia. Mesmo no Antigo Testamento
os relatos do Pentateuco foram por muitos anos, anunciados de boca em boca sem
a escrita. No evangelho de João, afirma que Jesus é o pão descido do céu, que
ele é o bom pastor... Mas Jesus nunca disse que Ele era o filho de Deus, que ele era o Messias, que ele era Deus, que ele era
o rei de Israel, que ele era a segunda pessoa da Santíssima trindade, que ele era o bom pastor e todas as
prerrogativas; que ele iria morrer para salvação da humanidade. São relatos
formativos dos evangelistas às suas comunidades de fé. Se, se falamos, hoje,
que Jesus é Deus é por causa do
avanço da cristologia e da teologia
que avançou bastante e andou juntamente com o progresso da evolução. Jesus é
Deus porque desafiou a ciência
curando cego de nascença, aleijados, ressuscitou várias pessoas que já havia
morrido e ressuscitou a si mesmo se ascendendo aos céus. Aqui é realmente o que
Jesus realizou e o que está escrito nos quatro
evangelhos. Como por exemplo: quando todos falam sobre a eucaristia. Mas a maioria são
ensinamentos catequéticos e pastorais que os evangelistas escreveram para as
suas comunidades. O que lemos hoje, nos relatos dos evangelhos foram escritos
nos anos setenta, oitenta e cinco e noventa; e poucas coisas foram relatos dos
anos vinte da vida pública de Jesus. Naquela época, não havia gravador para gravar tudo que Jesus ensinou e nem filmadora
para registrar exatamente tudo o que ele falou como está escritos nos
evangelhos. Será uma ingenuidade ao afirmar: Foi desse jeito mesmo que Jesus
falou, pois, está escrito na Bíblia, nos evangelhos. Os relatos dos evangelhos
foram escritos pelos evangelistas como relatos formativos e não informativos
como se ler num jornal. Há relatos reais, dos anos vinte que realmente podemos
dizer que foi Jesus realmente que falou, pois, os evangelistas não iriam
inventar e seria impossível, pois, tanto os judeus, como os pagãos ou outras
crenças, não aceitam o que narram nos evangelhos. Como por exemplo: os relatos
do divórcio, da eucaristia, da sua condenação perante Pilatos, a sua Paixão,
morte, ressurreição... Porque todos relatam com a mesma precisão. É uma prova
cabal de que foi realmente Jesus que falou nos anos vinte de sua pregação. Por
exemplo: A santa ceia, a eucaristia o
relato da paixão e morte e a ressurreição, estão nos quatro
evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as epístolas de Paulo falam com a mesma
linguagem com precisão igualmente. E nenhum sabia do outro o que estava
escrevendo, pois, cada um estava distante um do outro em outro lugar. Falam
todos contra o divórcio e o
adultério, mas o judaísmo aceita e outras religiões. Eles não iriam inventar
uma coisa dessa a enfrentar grandes obstáculos nas suas pregações a anunciar o
evangelho, o Reino de Deus. [Até hoje há polêmica sobre o divórcio].
Os evangelhos foram escritos em forma de catequese para se seguir o Mestre, Jesus Cristo, pois, os relatos
que neles contém, na sua maioria, é uma forma de catequese, uma pastoral, para
os cristãos imitarem Jesus e terem a fé
de Jesus, pois, somente Deus pode operar
milagres. E todos os milagres narrados nos evangelhos, na sua maioria,
foram operados por Jesus. E o maior
deles foi a sua ressurreição e ascensão.
Aqui é de fato narração dos anos trinta após a Paixão. Tudo foi inspirado pelo
Espírito Santo o Novo e o Antigo Testamento. Sabemos que a Bíblia é a palavra
de Deus, mas não podemos dizer que o que tem nela, principalmente nos
evangelhos, foi realmente tudo o que
Jesus ensinou e pregou. Ainda faltam muitos escritos que se perderam ao longo
dos tempos. Como muitas cartas de Paulo
se perderam. Os evangelistas amavam escrever os relatos breves. Como foi que
chegamos a entender o que estaria nas breves
palavras contidas nos evangelhos? Foi o estudo da teologia, da cristologia dos grandes doutores de exegese e de hermenêutica para nos esclarecer à luz da verdade e da sabedoria
dos ensinamentos que neles estão brevemente
relatados em forma de catequese. Portanto, deva compreender bem com clareza
os relatos breves que estão escritos nos evangelhos e conhecer também onde
estão inseridos neles as glosas. Tem de ter o conhecimento do que venha a ser
glosas e da teologia ou receber orientações
catequéticas de quem estudou teologia para não cair na ingenuidade de dizer
que é assim mesmo como está escrito. Foi Jesus quem disse. Há muitas glosas nos
relatos dos evangelhos, que foram inseridos depois por outros relatores e que
não se encontram nos originais. [Pergaminhos]. Houve muita polêmica entre os
exegéticos, doutores teólogos para serem retiradas dos evangelhos as glosas.
Somente no Concílio de Trento, que foram aprovados o que contém nos evangelhos.
Os quatro evangelhos são canônicos. O que escrevi, aqui, nesse relato a
historicidades dos evangelhos são explicações teológicas; não é homilia e nem
catequese. Por tanto, não poderá o leitor afirmar que não seja verdadeiro o que
escrevi.
sábado, 31 de agosto de 2013
Sextea parte de o outro lado da mente.
Sexta parte de o outro lado da mente..
O carro era confortável e dava-me a impressão de que a gente estivesse
em inércia dado o tamanho da velocidade do veículo. Eles me levaram num estádio
de futebol. Entramos e nos acomodamos numa das bancadas todas acolchoadas e bem
sofisticadas. Eu lhes perguntei: Quando houver uma disputa entre os times e um
vencer, não haverá revolta e quebra-quebra a destruir essas cadeiras tão
confortáveis? Respondeu-me, Antônio:
-Não, Marcus, todos os torcedores assistem ao futebol, como se
estivessem assistindo a um filme ou uma peça teatral. Aqui, todos são
admiradores e não torcedores. Assistem aplaudindo as jogadas de cada um
jogador, como nós acostumamos dizer, gol de letra. Não há juiz e nem
bandeirinhas, pois, cada um sabe as regras a não fazer falta violenta para
contundir o adversário. Quando a bola sai à lateral, é com o pé que chuta. Não
é com as mãos como o nosso futebol. Só quem pode pegar a bola com as mãos é o
goleiro. Veja lá no centro do campo. Existe a linha divisória, o círculo e o
ponto para sair a bola no início da partida. É igualzinho o nosso campo. Só com
uma diferença. Há outras duas linhas, que dividem a linha central e a linha onde ficam as traves. Essas
duas linhas, quando há uma falta no espaço entre a linha central e ela é que se
cobra a falta. Não há cartão amarelo e nem vermelho. Quando um jogador cansa e
quer sair, dá sinal ao outro e ele entra no seu lugar. É uma disciplina
espetacular e perfeita. Cada um é juiz da partida e de si mesmo; e cada um sabe
as regras do futebol. Nenhum jogador disputa a bola fazendo falta para contundir
o adversário. Preste atenção, pois, já vai começar a partida.
Começou a partida com o lançamento da bola no centro ao companheiro.
Observei que, tanto a bola como o campo têm as mesmas características nossa. A
demarcação do campo, as traves, as redes, as vestes dos jogadores são as mesma
sem nenhuma diferença da nossa. Mas os jogadores têm uma habilidade com a bola
nos pés, que me fez lembrar-se das jogadas do Mané Garrincha e a do Pelé. Só
com uma grande diferença: Nenhum jogador joga a bola para trás para abrir a defesa.
É um toque de bola perfeita e bem clássica. Até no sair da bola, no centro,
quando começa a partida, é para frente, pois, lá já se acha um jogador para
receber o passe. Parece jogo de xadrez. É uma coisa impressionante as jogadas
deles. O toque de bola é perfeito e rápido. Lembrei do time espanhol onde Messi
joga. A bola corre veloz e nenhum jogador dá balão como nossos jogadores lá da
Terra com a bola, nem mesmo o goleiro. Tudo é no passe. O gramado é um tapete e
não há buraco, nem quando pisa forte cavando com a chuteira. É compacto o
gramado e não solta pedaços fazendo buraco. Quando há chuva, o gramado chupa a
água para o fundo e é sugada toda água da chuva não deixando alagar-se. Fica
úmido, porém sem se alagar. Fica normal e a bola corre como se não estivesse
chovendo. As arquibancadas são todas cobertas não molhando os assistentes ou
platéia. Plateia sim, pois, o povo assiste sem torcer, mas aplaudindo com muitas
palmas as boas jogadas clássicas e bonitas de um craque. Nenhum jogador sai
machucado. Disputam a bola sem agressão e sem falta forte. Sempre há o contacto
físico, isso é normal, com o adversário, que cai no gramado macio sem si ferir.
Cai e se levanta. Não há maca e nem
carro maca. Há o massagista, quando é preciso por levar alguma leve pancada. Dá
massagem ou médico assiste normalmente e volta a jogar. São educados e jogam no
toque de bola, que me pareceu um jogo de xadrez ou um jogo de dama. Jogam com
inteligência e cálculos cronometrados. Há muitos gols e muitos aplausos pelos
assistentes que levantam entusiasmados e contentes a bater palmas ao fazer uma
linda jogada e dela sair o gol. Há televisão por todos os cantos do estádio,
que as pessoas levam. Poderá assistir, sentados na arquibancada, com sua TV no
seu colo. São portáteis e leves para carregar. Quando acaba a partida os que
têm TV, tocam num botão e ela se fecha diminuindo o tamanho que poderão colocar
na mochila ou numa bolsa. Terminou a partida e vi uma coisa muito bonita: as
mulheres saem em filas primeiro; depois os idosos e atrás os jovens. Uma
educação jamais vista por mim. Parece que é uma só família e um só coração. O
amor e o respeito para com o outro, é impressionante. Parece que já vivem todos
como se fosse o paraíso. Fiquei alegre e feliz, cheio de muita paz, que jamais
eu sentira em toda a minha vida. Contudo, eu só me lembrava de minha família e
a vontade louca de voltar para os meus.
Do estádio fomos para outros locais e tudo era diferente. As ruas são
largas como uma avenida e todas arborizadas no centro e o asfalto de um lado,
mão, do outro, contra mão. As árvores todas podadas e distantes uma da outra
cinquenta metros. Todas no meio dos jardins. Não há árvore à frente de residência
nenhum. Não se estacionam veículos à frente de residência nenhuma. É outro
mundo diferente e com uma civilização que nunca imaginei. Os carros de
passeios, quando chegam às suas residências, entram por um túnel por baixo da
casa. Ninguém estaciona veículo na rua ou em frente de casa, quer comercial ou
residencial. Poderá deixar em qualquer lugar pelo túnel de qualquer residência,
mesmo não sendo a sua própria casa. Todos os veículos não fazem barulho e nem
nave espacial, avião. Nada é poluente. Todo combustível é da água dos rios, dos
lagos e mesmo do mar destilada. Nada é abastecido de petróleo. Tudo é
silencioso. O povo passa pela calçada toda ornamentada em um piso bem cheio de
figuras desenhos de aves, de peixes e de outros animais que não conheço.continuação no próximo capítulo...
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Quinta parte de o outro lado da mente.
Quinta parte de o outro lado da mente..
Quanto ao salário do trabalhador e inflação, não há lei para essa ordem
social. De sua majestade ao homem do campo é o mesmo salário; não há salário de
miséria, mas salário digno para uma vida digna para todos sem exceção. Não há
acúmulo de riqueza supérflua. [já citado acima]. Energia e abastecimento de
água são gratuitos para todos. Há muitas fabricas, mas todos os trabalhadores
são sócios e ganham o mesmo salário: empregados e empregadores. O lucro das fábricas
é colocado como impostos para o bem comum e administrativo onde o rei é o
administrador. Ele não é soberano e nem há palácio para a sua moradia. Sua
residência é como a de qualquer cidadão. Existe banco, mas não é de autarquia
de grupos e nem estatais, mas do povo que coloca o dinheiro em poupança para
converter-se em obras e manutenção de programas sociais beneficentes e salários
para os próprios funcionários que trabalham nas fábricas, comércio e lavoura e
os do próprio banco. Toda a economia é a serviço do povo. O povo tem mais valia
do que o estado. Quando chega a idade de se aposentar, que é setenta anos,
idade média do povo, é de cem anos, pois há, na maioria da população, se vive
até aos cento e oitenta anos de idade. Acontece essa vida longa pelo motivo de
prevenção à saúde, boa alimentação, exercício, uma avançada tecnologia em
ciência medicinal e assistência imediata do serviço de saúde em todo o planeta.
Não há mais doença dos olhos para prejudicar as vistas. Não existe ninguém que
use óculos até a velhice, pois, quando a criança nasce, já os médicos
oftalmologistas acompanham-na até idade adulta. Os parlamentares são
funcionários como o médico, engenheiro, juízes e ganham os mesmos salários e
não são votados; são escolhidos pelo monarca. As leis e novos projetos são
feitos com base no Livro Sagrado. Chegando a idade de setenta anos, se aposenta
se quiser; e outro entrará em seu lugar. Há gozo de férias para todos. Nas
férias sempre viajam para outros países. Quando viaja em gozo de férias, leva a
família.
Há vários tipos de esportes, mas todos são amadores. O jovem poderá
começar a namorar aos doze anos e se noivar aos quinze; só casarão, quando
completar vinte um anos o jovem e dezoito anos de idade a jovem. Não há
separação nem no noivado e nem no casamento. Ambos são indissolúveis. Não é
forçado e nem falta de liberdade, mas são todos educados para saberem amar e
escolherem seus pares para viverem eternamente no amor. Cada um, rapaz e moça,
quando se amam para se casar ou se noivar, cada um é submetido a exames de
sangue. Se por acaso um dos jovens o sangue não combina um com o outro não se
casam, para não nascer criança não sadia e uma prole imperfeita. Nesse caso
será imediatamente dissolvida a relação de namoro. Assim também será para quem
vai se casar. Também não há incesto no relacionamento da prole. A vida de cada
um e cada uma é a aprendizagem do amor puro e verdadeiro. O povo aqui é tão
educado e civilizado que não existe tristeza entre eles. Quando alguém sente
uma dor psíquica ou emocional todos lhe levam à igreja para cantar, louvar a
Deus por ele ou ela tocando música adequada para a cura ou aliviar o sofrimento.
E a alegria de todos faz a pessoa a voltar ser o que era antes: saudável. Quando
não há resultado de melhora, que é muito raro acontecer, leva a pessoa ao
médico psicólogo especialista para consultá-lo.
Há casos, isso é normal, pois, a morte é certa, que chegará a falecer,
mas não por falta de assistência ou tecnologia da medicina. Eles vão estudar a
causa para descobrir o motivo de morte prematura. Não houve, até hoje, alguém
que se suicidou. Aqui, meu amigo Marcus Bruni, a humanidade abraçou a lei do “amai
uns aos outros”, ensinado por Jesus a todos nós terrestres, mas não abraçamos
esses valores, embora houvesse muitos que se tornaram protótipos da vivência
cristã, que chamamos de santos. A nossa reunião se acabou agora eu vou levar o
meu amigo Marcus Bruni, a fim de fazer um check-up e ele poder voltar, como é a
sua vontade, para junto dos seus familiares e amigos. Eu acredito que ele irá
contribuir muito para toda a humanidade da Terra com experiência que recebeu
aqui conosco. Louvado seja o Senhor. Para todo o sempre. Responderam todos.
Abraçamos fraternalmente, beijamos uns aos outros, na boca e saímos
alegremente. Para mim foi um choque e fiquei muito vexado, pois foi essa a
primeira vez em minha vida que um homem beija o outro na boca. Cultura
diferente da nossa! Para eles o beijo é
o símbolo do amor, não é um ato sexual.
Meu amigo, Jorge Silva, chamou-me e eu me despedi de todos e seguimos
para o hospital. Chegando lá, os médicos já estavam me esperando para fazer o
check-up em mim. Deitei
na mesma cama hospitalar e eles me deram um líquido. Assim que bebi, não vi
mais nada. Quando eu assustei, vi vários médicos e uns aparelhos sofisticados
ao redor de mim. Vi, juntos dos médicos, os dois brasileiros, Antônio e Jorge,
sorridentes olharam para mim em tom de alegria. Eu fiquei mais calmo e mais
contente. Mas não sabia de nada sobre a cirurgia que fizeram em mim. Não sei, também,
quantas horas levaram para fazer o check-up em mim e nem o que teriam feito: se
na próstata, vesícula, ou em meu nariz, pois, quando, ainda jovem de 14 anos de
idade, eu levei um chute de um adversário, numa partida de futebol quebrando o
meu nariz. Foi o que pensei. Puseram um aparelho sobre mim, um aparelho
estranho, como se fosse uma câmara filmadora e pediu-me que eu olhasse para
ele, o tal aparelho. Eu olhei e vi todos os órgãos: “Coração, pâncreas, fígado,
estômago, rins, bexiga, e próstata. Todos estavam como se eu fosse ainda jovem.
A próstata estava pequena, e todos os órgãos funcionando bem, pois, o aparelho
mostrava todos e ouvi a voz como se fosse a de um médico especialista falando.
Em cada órgão aparecia uma seta indicando e explicando que tudo estava normal e
novo. Terminando de explicar sobre os órgãos internos, mostrou a foto de meu
nariz como antes da contusão que tinha levado, naquela partida de futebol.
Mostrou, também, os meus ouvidos, pois sentia zumbidos fortes há muitos anos.
Comecei a sofrer de labirintite após ter quebrado o meu nariz com a pesada do
meu adversário, quando eu fui cabecear a bola, ele chutou o meu nariz e ele quebrou
botando muito sangue. Eu sofria tonturas e os médicos me disseram que eu sofria
de labirintite. Agora eu estava completamente são como antes. Não era plástica
e não vi nenhum sinal de sangramento nenhum e nem cicatrizes, pós operação.
Fiquei impressionado com a tecnologia sobre a saúde de um paciente. Retiraram
os aparelhos de mim e um dos médicos, falando em português, me explicou todo o
check-up que tinham feito em
mim. Todos os problemas que eu sentia, desapareceram e voltei
a uma nova vida. Pressão alta foi regularizada, Síndrome do pânico que eu
sofria tudo desapareceu inclusive o mal de Parkinson. Com idade de 70 anos,
voltei a uma vida como se eu tivesse 20 anos de idade; com todo vigor e toda
vivacidade. Fiquei contente, mas, ao mesmo tempo, grande vontade de voltar à
Terra levando novidades de um mundo completamente civilizado com um progresso e
uma tecnologia avançadíssima, que a Terra jamais imaginaria. Deram-me alta e eu
saí da sala e encontrei os dois amigos meus, Jorge e Antônio, que me convidaram
para fazermos uma viagem sobre vários pontos da capital e do exterior. Entrei
com eles no carro e saímos.continuação no próximo capítulo...
terça-feira, 27 de agosto de 2013
QUARTA PARETE DE O OUTRO LADO DA MENTE.
Quarta parte do OUTRO LADO DE O MENTE..
O brasileiro pediu uma parte e começou a falar: Eu nasci de uma família
bastante pobre. Meus pais são bastante religiosos e fui educado na religião
católica e eles me enviaram ao seminário. Estava já no primeiro ano de
teologia. Fui passear com meus amigos numa fazenda. Sempre a gente ia lá
passear. Lá havia um rio e nós fomos tomar banho. Eu nadei e me afastei dos
meus amigos e aproximei-me para terra firme, pois, vi uns pássaros lindos e
fiquei curioso para saber que pássaros seriam aqueles, por terem cantos bastante
lindos. Quando eu me aproximei da árvore uma luz forte encandeou-me e eu não vi
mais nada. Quando eu acordei já estava aqui.
O meu nome é Antônio Maria Peixoto. Bem, já vou lhe falar que não tenho
vontade nenhum de voltar à Terra, mesmo que eu deixasse meus parentes e amigos.
Vou lhe dizer o porquê: Aqui a religião é universal e única. Parece-me que
coincide com a religião Católica Apostólica Romana, o cristianismo primitivo,
que nós encontramos nos Atos dos Apóstolos. Já estou aqui há 25 anos. Eu tinha apenas
21 anos de idade, quando me trouxeram para aqui. Aqui eu fui estudar a língua
deles e a religião. Essa ensina viver como irmãos unidos na oração e nas coisas
do bem comum. Nada é de ninguém e ninguém é dono do que possui. Tudo é da
comunidade. Lembrei-me dos Atos dos Apóstolos, quando os cristãos viviam essa
experiência. Todos louvavam e adoravam o único Deus num cristianismo puro. Aqui
antes de o Mestre chegar vindo da terra, não era assim. Cada país tinha o seu
Deus e a sua religião. A humanidade vivia em combate de guerra e competições
como lá na Terra. Afirmam todos que Jesus passou por aqui, depois da sua
ressurreição e ascensão; e ficou aqui sete anos ensinando tudo o que ele
ensinou para todos nós lá na Terra. Eles, aqui, aprenderam e puseram em prática
os ensinamentos do Mestre. Cada cidade tem uma igreja que eles chamam “Escola
de espiritualidade”. Todos, sem exceção, frequentam essa escola desde
infância e têm por dever, viver o que aprendem. Depois de cada leitura do livro
sagrado, eles comem o pão com vinho. Não há um representante episcopal eclesiástico
ou presbítero para dirigir a palavra e distribuir o pão e o vinho. Será
escolhido na hora um do meio da assembleia. Todos já têm a sabedoria teológica,
social e filosófica. Tudo para eles é sagrado. É nas igrejas que se aprende a
formação cultural e os valores do ser humano a viver na igualdade e em sociedade. Aqui
não há divisão de classe e nem de religião. Os cientistas com a tecnologia se
aprendem novas tecnologia e novas descobertas sem perder a fé. Tudo para eles,
quando descobrem novas busca através da ciência, eles veem Deus enxergando-o
nas coisas descobertas. Nas suas pesquisas para si descobrir qualquer fenômenos
na natureza são eficazes estudos e as leituras que aprendem lendo o livro
sagrado. Toda essa experiência moderna e bem avançada mais do que a da Terra,
foi o Mestre que os ensinou que todos são a luz para se aperfeiçoarem e
chegarem ser: “Homem com vida plena e homem deus”. Perfeitos e santos, como nós
lá na Terra fomos chamados para sermos perfeitos e santos. Eles, aqui, aceitaram
e fazem tudo em obediência a Deus, que eles chamam “Cristo Homem Deus,
Sabedoria Divina”. E tudo foi feito por ele. Aqui existe uma teocracia, isto é,
não há constituição e nem instituições religiosas, mas um livro sagrado a
obedecê-lo por todos livremente. Não há fanatismo religioso e nem fanáticos.
Não há superstição, acreditam que há uma vida eterna após a morte. Nesse caso
eles acreditam na ressurreição.
Então, o judeu, Isaias Raad, falou tudo sobre o que aprendeu e como
veio para cá. Disse ele: Eu, juntamente com meus irmãos judeus, fui levado à
força pelo exército de Hitler na guerra de 1940 a 1945. Estive com
todos judeus, no “Campo de Concentração”. Eu orava a Javé para que eu não fosse
sacrificado. Vi muitos dos meus irmãos sendo jogados nos tanques de água fervendo
sendo mortos vivos. Enquanto ouvia os gritos de todos, homens, mulheres e
crianças, eu me afastei do grupo de extermínio, rastejei-me até que fiquei
distante uns duzentos metros e rolei-me para um buraco e me escondi. Momentos depois,
eu vi um clarão que baixou perto de mim. Vi que alguém se dirigia rumo até mim.
Eu achava que seriam os saldados que vinham me agarrar para o sacrifício de
morte como estava acontecendo com os outros de minha raça. Mas não foi. Pessoas
estranhas agarraram-me e colocaram num aparelho qual um disco e me trouxeram
para aqui. Para mim foi uma salvação e Javé ouviu as minhas preces. Estou aqui,
desde aquela terrível guerra. Aqui eu aprendi outra civilização, embora eu,
como judeu, louvasse sempre o Deus único e verdadeiro. Aqui, não há diferença
nenhum, pois, é o mesmo Deus que sempre adorei. Eu me converti ao cristianismo
e hoje eu sou judeu-cistão. Vou lhe contar pormenorizadamente, pois sou mais
velho de que os outros aqui, digo, nós do Planeta Terra. Aqui, seu Marcus
Bruni, não há poluição; todos os aparelhos a motores, carros, automóveis,
aeronaves, navios, fábricas são movidos à água. Aqui há muito petróleo e outros
combustíveis, mas não se usam por serem poluentes. A eletricidade e toda a
energia é solar. Não há postes e nem fios elétricos. Todo sistema de telecomunicação
é energia solar. Quando você fala com alguém pelo celular, pode vê quem está
falando com você. Nada aqui está às escondidas. Tudo é claro e seguro. A pessoa
humana é sagrada e respeitada. Não há os três poderes e nem as três forças
armadas como lá na Terra, como a aeronáutica, exército e marinha. Em tempos
idos havia, mas depois de aprenderem com o Mestre o que é viver em comunidade;
cheio de muita paz, foi destruído o mal em todo o planeta. Sendo assim, não
houve mais guerras e nem fratricida ou assassinatos. As residências são iguais
e não existem andares mais de que dez. A maioria são casas de andar térreo.
Cada país é de regime democrático e monárquico. Mas o rei e rainha são pessoas
iguais a qualquer cidadão. Não há palácio e nem ministros. Apenas é um servidor
e administrador do povo. Os artistas, que sejam cantores, pintores, jogadores, ator,
atriz não são ídolos de ninguém. São todos amadores. Não dão autógrafos para
ninguém por não haver ídolos e nem status social. Mesmo porque não há ninguém
que os peças para dar autógrafo e não há privilégios sociais. Em se falando de
religião, todos são missionários e sabem levar a palavra de Deus nas reuniões em assembleias. O
ritual e a liturgia são únicos: “Amar, servir e ser benevolente para com todos
sem exceção. Cada um é consciente de seu dever de servir e não ser servido;
nisso torna-se feliz a vida em sociedade. Não há divórcio, não há prostituição e
nem aborto. Não há casas noturnas, motéis. O casamento é indissolúvel. Não há
drogas prejudiciais à saúde. A única bebida é o vinho de uva, mas quem bebe tem
sobriedade. Tudo aqui é em obediência à crença religiosa deixada por Jesus
Cristo, quando passou por aqui. A humanidade desse Planeta vive-se a perfeição.
Morre-se por velhice, não por extravagância de drogas ou em guerra fratricida,
pois, não há. Não há acúmulo de riqueza e ninguém vive em superfluidade. Não
há uma obrigação severa, mas a obediência na observação da lei do amor. As
estradas de rodagem são todas asfaltadas e só há uma mão. Não há muitas
construções de ponte, pois os veículos andam na terra e na água. Não há quase
curvas, pois as serras, morros são cavados em túneis. Não há necessidade
de arma de fogo e nem armas bélicas por haver isenção de guerras. Não há guardas
de trânsitos, pois, todos andam, viajam em obediência à lei do trânsito.
Ninguém é multado, porque a obediência e o respeito às leis são cumpridas
religiosamente; nem pelos adolescentes há violação das leis. Os veículos são
computadorizados e abrem o alarme avisando do perigo e da velocidade que não
poderá ultrapassar da que é exigida por lei. Não há cadeias e nem quartéis,
porque todos são cidadãos e cidadãs que cumprem as leis sem violá-las em todo o
planeta. Não há cercas nos lugares de plantações, nas zonas agrícolas e não há
nada murado, nem mesmos as residências. Quando alguém comete algum erro ou leve
ou grave é levado à escola para ser educado a não cometer mais erro. A ecologia
é sagrada e amada por todos. A saúde, o remédio e a educação são gratuitos para
todos. Cada família tem um médico para lhe atender. Nos hospitais não fazem
cirurgia com bisturi como se usa lá na Terra. Há remédio que atua no mal
interno e externo. Há vacina para os males sem cura, como por exemplo lá na
terra: Câncer, epilepsia, mal de chaga, Aids, o HIV, paralisia infantil,
derrame cerebral e outras doenças incuráveis. Aqui não há resfriado, nem gripe,
doenças veneras, pois não havendo poluição e nem prostituição ninguém conhece as
doenças veneras sexuais. Usa o sexo na noite nupcial; antes não.[continuação na próximo capítulo]...
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