sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A LÍNGUA.



A FOFOCA.
Crônica de Honorato Ribeiro dos Santos.

A educação familiar é uma das bases primordial para o ensino da boa conduta, da ética e da moral. Também, é alimentada, firme numa boa formação religiosa para viver a espiritualidade. Com esta boa educação do lar, será, então, completada numa escola, onde os professores ensinam o bem viver como cidadão. Ao contrário de uma boa educação familiar, é uma família desordenada, desarrumada, e que não há diálogo entre filhos e pais. Com esta má educação e formação aquele filho, aquela filha aprende a bater com a “matraca”, com uma pequena arma de carne que tem na sua boca. Essa arma, que chamamos de língua é pior do que duzentos gramas de uma bomba atômica. Incendeia uma cidade e tudo vira guerra. O pior ser humano é o fofoqueiro. Não há no mundo pior que uma pessoa fofoqueira. Quando uma pessoa é vítima de um fofoqueiro, o seu psicossomático fica completamente arrasado. Perde o apetite, dá insônia, taquicardia, dor de cabeça, dor estomacal, e fica estressado; poderá até ficar com depressão. E há lei para punir o fofoqueiro? (!...) Quem foi o fofoqueiro? (!...) Se for procurar saber quem foi, é difícil encontrá-lo, pois a resposta é sempre a mesma: “Não sei de nada, eu vi falando”. E a fofoca se transforma em verdade até que vai apagando o disse me disse; o lero lero, o me disseram, o me contaram... Nesse ínterim, a pessoa já sofreu mais do que “Sovaco de aleijado”. E “comeu o pão que o diabo amassou”. A pessoa fica arrasada. Cuidado com essa arma perigosa que temos de carne que se chama “língua”. Quem de nós não sofreu fofoca? E você sabe quem foi o fofoqueiro? É difícil encontrá-lo. Eu já sofri, e você, também, caro leitor, da tal língua ferina do fofoqueiro.
Para aliviar as nossas mágoas e situações psíquicas que sofremos, viramos a bola de cristal para lembrar que existe a língua que nos dá bons conselhos, que nos faz bem, que fala poesia que nos eleva a nossa alma, que nos emociona nos elogiando. Língua que só sabe falar coisas boas, principalmente aquelas ensinado por Jesus Cristo: a linguagem do amor e do perdão. Essa língua é santa, e benigna, é caridosa, é poética, é aquela que sabe salmodiar com a lira e fazer a gente feliz. Os santos souberam usar a língua para fazer o bem e combater as injustiças. Essa língua é santa porque parece com a de Jesus Cristo. Fofoca é o maior pecado! Use a sua língua para fazer o bem e que você será feliz.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Onde está Deus?

SINTA A PRESENÇA DE DEUS.
Poesia de Honorato Ribeiro dos Santos.

Sinta Deus na beleza da flor,
no orvalho da madrugada,
no assovio do vento,
na chuva que cai na terra,
no brilho do sol, da lua e das estrelas!

Sinta Deus no ar que respira,
no canto do sabiá e do bem-te-vi,
no voo do beija flor,
no cosmo e todas as galáxias,
no mar, nos lagos e nos rios!

Sinta Deus ao ouvir a música suave,
na harmonia das cores,
na criança sorrindo,
no mendigo sem abrigo,
nos drogados que drogaram!

Sinta Deus no perdão do seu inimigo,
no amor de todas as coisas criadas,
na partilha do pão ao faminto,
no abraço do amigo tão amigo!
no amigo maior que nos deu a vida!

Sinta Deus na voz do coral
no louvor dos que sabem louvar,
na solidão e na tristeza,
de muitos que choram...
por falta de pão à mesa,
e nos pregos dos pés e das mãos
de quem tanto nos amor!

Sinta Deus, homens e mulheres,
e transformem este mundo violento
no amor de braços abertos
no alto da cruz que nos perdoou!

Sinta Deus o mundo inteiro!
e, então, somente assim
seremos felizes para sempre!
porque somente amando,
perdoando e vivendo
sintamos a presença de Deus!
AMÉM.

domingo, 6 de dezembro de 2015

DEUS É SOMENTE UM.



HÁ UM SÓ DEUS E DEUSES.
Texto de Honorato Ribeiro dos Santos.

O Deus de amor e servidão é o ensinado por Jesus. Ele é Pai de todos sem exceção. Conta o escritor Paulo Coelho: “Existem dois deuses: o deus que os nossos professores nos ensinaram e o Deus que nos ensina.” “O deus que os homens criaram e o Deus que criou os homens.” É verdade, pois há muita gente que modela o seu próprio deus do seu jeito; outros fazem uma corrente de oração para uma pessoa que está preste a morrer, e creiam que tem força e Deus irá atendê-los imediatamente. Esqueceram-se da verdadeira oração do Pai nosso ensinado por Jesus. A gente ver, nos estádios de futebol muitos torcedores com terço na mão rezando para seu time ganhar. Esse é o seu deus que faz ganhar o seu time. E os jogadores e torcedores do outro time não são de Deus? Deus está dividido? O Deus que nos ensina, como bem escreveu Paulo Coelho, é o Deus que nos ensina: a partilha, a servidão, a igualdade, a solidariedade, amar e perdoar; é aquele que nos ensinou a rezar o Pai Nosso e viver. Para uns creiam no deus que está no céu; para outros creiam no Deus que é amor e está presente em tudo e em todos, pois ele é vida. Há muita gente que acredita no deus que cobra tudo que a gente deixa de fazer; esquece do Deus que nos ama e perdoa: “Perdoai as nossas ofensas”... Há, entretanto, muita gente que não teme a Deus, tem  medo Dele lhe castigar e mandá-lo para o inferno. Mas há muita gente que acredita no Deus que nos mostra o caminho da cruz para entrar no Reino do céu e carrega a sua cruz como o pobre Jó: sem queixume, sem pedir milagre de cura. Há muita gente que criou seu deus próprio e por isso comete corrupções e pratica tantas incoerências, que envergonha a sua família e o seu país. E pensa que está perdido porque Deus afastou-se dele. Pelo contrário, ele é que se afastou de Deus. Há muita gente que faz oração pedindo a Deus saúde para si; mas se esquece de pedir para milhares que estão sofrendo mais do que ele; essa oração é puramente individualista. A verdadeira oração se parece com a do Pai nosso. E como é que a gente ora para Deus pedindo-lhe a saúde? Primeiro é orar para todos os enfermos e doentes e lhe inclui no meio deles. Pede para si e para todos no mundo inteiro. Se pedir a Deus para dar saúde a alguma pessoa querida, deva lembrar-se de outras tantas. Já prestou atenção na celebração da eucaristia? Não prestou atenção na oração do celebrante após a consagração do pão e o vinho? Há uma coisa que vou falar e muita gente irá chocar. Celebração para um que faleceu, missa do sétimo dia, missa de corpo presente, etc... Não poderia acontecer, pois a celebração eucarística é a celebração da paixão, morte de cruz e ressurreição de Jesus. Ali, naquele momento, é a celebração incruenta da morte de Jesus, e o altar é o Carvalho para imolar o cordeiro de Deus que tira o pecado do mudo. A missa não poderá ser individual. A Igreja, que adotou este costume, (nós obedecemos) sabe bem que não pode e não se deve, pois o Deus é o Deus da vida e Pai de todos sem exceção. Veja que a oração do presbítero, (padre, bispo, papa) após a consagração do cálice com vinho e o pão, ele ora: “Lembrai-vos, irmãos e irmãs, dos que morreram na esperança da ressurreição e de todos que partiram desta vida”. Por toda a igreja espalhada no mundo inteiro, esta é a oração e que devemos aprender. Ela, a celebração eucarística, é celebrada para os vivos que estão presentes e os não presentes; os anjos e santos e os que morreram na esperança da ressurreição e da vida eterna. Há outros que acreditam na missa da cura para si; mas ela é para curar os pecados do mundo, isto é, de toda a humanidade. Veja que depois da hóstia consagrada o presbítero suspende a hóstia e diz: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E o mais importante e mais essencial após a comunhão e o padre ou bispo dizer: “Ide em paz e o Senhor vos acompanha”. E Deus nos acompanha em cada passa de toda a nossa vida; ele está sempre presente em nós, mas muitos não percebem a presença Deles dentro deles. Há duas maneiras de entender a paz: A primeira é aquela que Jesus falou para os apóstolos: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada”. E muitos tombaram pela espada para anunciar o evangelho. A outra é aquela que Jesus depois de sua ressurreição ele apareceu aos discípulos e disse-lhes: “A paz esteja convosco”. Esta paz é das bem aventuras: “Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Mas para quem crer em Deus e tem a sua vida em oração, escolhe e ler o salmo: “Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado?” “Erguerei o cálice da salvação”...Aqui, nesse salmo, lembremo-nos da celebração eucarística. (Sal 115).   


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A DOR DO AMOR.



POEMA DO AMOR
Por Honorato Ribeiro dos Santos.

Como é lindo o amanhecer!
A aurora, ver o infinito azul,
As estrelas brilharem tão distante,
O ar que respiramos, inspirando
O perfume das rosas e vendo a alvura
Dos lírios dos campos, as aves voando
Cantando sinfonia de amor!

Como é lindo sofrer e sentir a dor,
A dor dos que sofrem e num abraço
De um sorriso, um ósculo ao mendigo
E sentir que o sofrer e amar quem sofre;
É agradar e não queixar, mas agradecer;
O sofrer para saber sempre amar!

E sentir os cravos nos pés e nas mãos
E de braços aberto abraçar o mundo
Com sorriso de uma criança no embalo
Nos braços da mãe a lhe dormitar!
Nas noites caladas do frio do inverno
Sem coberta que são os abraços e o beijo
Da mãe que sofre sorrindo e cheio de paz!

O amor mesmo sofrendo não sente,
Não sente a dor dentro de si e compartilha
Com a do outro que carrega uma pesada
Cruz da exclusão social e tão mortal...
Que de tão estranho sofre sem esquecer-se de amar!

Mas o amor é tão diferente e deferente
Para aquele que saboreia a doce chaga
Daquele que de braços abertos
Nos ensinou a amar, perdoar e viver
As mesmas chagas que sofreu na cruz!

Amar é sentir o fogo ardendo
Queimando, doendo e no silêncio
Da tranquilidade tão serena
Sabe sorrir, sabe chorar,
Sabe beijar com os pregos
Pregado, fincado bem fundo
No peito, no coração que bate
Fortemente, porque soubera amar!

O amor é saber viver, saber sofrer
Saber compreender, saber ver
No outro a sua própria vida,
A sua própria dor que é do outro
Dos outros que sentem a mesma dor!
Que sente o cheiro e o calor humano
Que sente ser amado, odiado,
Querido, desprezado, mas permanece
Na mistura do amor ardendo no peito e a paz
Permanece dentro de si porque sabe
Amar, compreender, sofrer sem si queixar!

Ver nas ondas do mar o barulho
Do vento no telhado, a chuva que cai
Num compasso suave e andantino;
Que faz o sono chegar mais profundo
E começa o sonho de voar, voar
Nas asas do amor que lhe leva a ser
Eternamente feliz nos braços
Daquele que, mesmo com dores
E os pregos fincados nos pés e nas mãos
Ensinou-nos viver a vida do sofredor!

Sem queixar da dor que sente!
Pois é amando que nos transforma
No personagem Jó que sofreu as
Duras chagas, mas nunca deixou de
Amar e louvar o grande Criador!

O amor tem gosto dos pregos
Dos sofrimentos do homem
Do Gólgota que de braços abertos
Soubera nos amar e perdoar.
O amor é assim e não há outro!

O amor é crer que ele é infinito, eterno
Bondoso, gostoso, saboroso sem ver
Sofrimento, e a dor é a fome de
Quem sabe amar e perdoar.
O amor é divino, é viver no
Céu, no Reino da fé do cuidado
Do outro, de si; a fé é crer sem ver;
É ver por dentro sentindo a presença
Do Criador: a fé é involuntária,
Mas ela é a força invisível do AMOR!

Fim.
  

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

ABORTARAM O AMOR.



SE HOUVESSE AMOR.
Crônica de Honorato Ribeiro dos Santos.
Se houvesse amor: não haveria divórcio, não haveria aborto, não haveria crianças abandonadas. Se houvesse amor: não haveria guerra, nem latrocínio e nem assalto e sequestro. Se houvesse amor: não haveria dissensões, nação contra nação, pai contra filho, filho contra pai: fratricida, matricida patricida. Se houvesse amor: não haveria polêmica, não haveria ódio, não haveria inveja. Se houvesse amor: não haveria egoísmo, não haveria exploração à pessoa humana, não haveria prostíbulos. Se houvesse amor: não haveria mentiroso, não haveria falta de caráter, não haveria inversão de valores. Se houvesse amor: Não haveria corrupção, não haveria déspotas, não haveria o prepotente e arrogante. Se houvesse amor: não haveria depredação à natureza, não haveria poluição, não haveria desamor à Nação. Se houvesse amor: não haveria a Lei Maria da Penha, não haveria punição ao preconceito, não haveria CPIM para virar pizza. Se houvesse amor: não haveria escândalos de parlamentares, não haveria pedofilia e estupro, não haveria “vergonha de ser honesto”. Se houvesse amor: não haveria falta de água, não haveria falta de comida na mesa do pobre, não haveria tanta gente morrendo de fome ao lado de tanto pão. Se houvesse amor: o casamento seria indissolúvel, a criança seria educada e respeitada e os idosos seriam bem cuidados. Se houvesse amor: não haveria prisão sem espaço aos condenados, não haveria injustiça, não haveria impunidade. Se houvesse amor: ninguém morreria atropelado, não seria vendido como mercadoria, não morreria de bala perdida. Se houvesse amor: a fé seria uma só, o Deus seria um só, as religiões seriam uma só. Se houvesse amor: haveria educação de qualidade sem exceção, haveria professores qualificados e bem remunerados, as escolas seriam chamadas de lar revolucionário da cultura e do saber.  Se houvesse amor: não haveria desigualdade racial, não haveria analfabetismo, não haveria exclusão social dos que vivem na miséria e pobreza. Se houvesse amor: o mundo seria um paraíso cheio de flores perfumosas, a beleza da mulher seria como a deusa “euterpe” e deixaria de ser miss. Se houvesse amor: haveria perfeição do ser humano, haveria cuidado para com o outro, haveria harmonia no Congresso desta Nação. Ah! Se houvesse amor, todos nós seríamos felizes!  “Amai uns aos outros como eu vos amo”. (Jesus Cristo).  

domingo, 1 de novembro de 2015

QUEM ROUBOU O MEU QUEIJO.



OS GABIRUS DA ERA.
Crônica de Honorato Ribeiro dos Santos.

O ecossistema é uma dádiva de Deus. Como disse o grande químico francês: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. (Antoine Laurent de Lavoisier, químico francês). Nada foi criado por acaso. Há três reinos: mineral, vegetal e animal. O vegetal se alimenta do mineral; o animal se alimenta do vegetal; e o reino animal, o homem, se alimenta de todos. O homem é o rei e transformador e administrador desses reinos. Entretanto, ele, o homem, é o único responsável pelo equilíbrio e desequilíbrio ecológico e do ecossistema. Ele seria o dono dessa casa onde habitam tudo que foi criado com muito cuidado. Mas não está acontecendo: Ele é o destruidor de tudo e de todos; a própria vida de si mesmo está sendo destruída porque ele, o homem não conhece quem o é e para que foi criado.
Bem, agora vamos falar de uma coisa que se chama crítica. O homem criou a ratoeira para matar os “gabirus”. Coloca queijo e outras coisas apetitosas para acabar com os gabirus. Não é uma incoerência afirmar que os gabirus têm que morrer porque são ladrões? Mas eu, gabiru, como para matar a minha fome, pois se eu não comer, morro. E o homem não come também? Se ele não comer, morrerá de fome. Não é verdade que mais da metade do homem morre de fome?! Parece que estou falando bobagem? Não, pois as estatísticas afirmam o que estou dizendo. Mas, por que o homem afirma que sou ladrão? Quem rouba para comer para não morrer de fome, pode ser ladrão? Eu nasci para comer as coisas que o homem guarda, acumula; eu pego para matar a minha fome, já que ele guarda, porque já comeu. Eu pego o resto, a sobra, que ele não quis mais. Ademilde Fonseca compôs um choro e a letra dele diz: “Rato, rato, rato, por que motivo tu roeste o meu baú / Rato, rato, rato / audacioso, malfazejo “gabiru”. Rato, rato, rato, eu quero ver o teu dia findar; ratoeira te persiga e consiga satisfazer meu ideal... Agora eu fico revoltado o que ela canta: “Quem te criou / foi o “diabo” não foi gente podes crer; / quem te gerou / foi minha sogra pouco antes de morrer... Mas adiante a letra diz: Rato, rato, rato, emissário do judeu. (Judas). O homem político brasileiro tem moral, ética de afirmar que sou ladrão?! Que é isso! “Quer tapar o sol com a peneira?” Eu, “gabiru”, ladrão? Dê uma olhada nos escândalos do Mensalão, do Lava Jato e respondam-me quem são os verdadeiros ladrões? Sou eu? Eu nasci para comer queijo, cujo queijo mata-me a fome. E os que os políticos roubam, não é para matar a fome. É para que os outros fora dos poderes, morreram de fome. Graça a Deus eu não tenho participação nenhum nesses escândalos. Sou apenas um pobre gabiru, que foi criado pelo mesmo que criou o homem. Não foi o diabo que me criou, não. O diabo não tem poder de criar e dá vida, mas tem o poder de mandar em vocês que não sabem administrar o queijo, que é do povo. É isso que o escritor Spencer Johonson escreveu: “Quem roubou o meu queijo”? Esse livro é muito interessante o que ele narra nele. É claro que ele não afirma que fui eu quem roubou o queijo. O queijo está sempre sendo comido por quem perdeu a razão de ser cidadão nesse País: “Gigante pela própria natureza”. Peço a todos vocês que me deixem em paz e não põem ratoeira para me pegar; a ratoeira é para os que, agora, os chamo de GABIRUS do século XXI. Eu sou apenas um pobre bicho que não sou semelhança de Deus. Nem tampouco o responsável pelo desequilíbrio ecológico e o ecossistema do planeta. São vocês os únicos culpados. Eu como para matar a minha fome; vocês matam o semelhante e não comem. Isso é muito triste! Por isso quem os criou, arrependeu-se de tê-los criado. O mais engraçado, eu acho, eu, gabiru, é os que são chamados na CPIM afirmarem com a cara de pau: “A lei me dá o direito de permanecer calado”... Mas a consciência desses caras de pau afirma: “Eu gravei tudo no subconsciente, pois guardo toda a verdade. A única coisa que eu aprendi, é não mentir”. Todo homem sabe disso. Ela vem à tona para os que têm remoço. A consciência do homem é eterna; ninguém apaga. “O céu e a terra são testemunhas” perante o juízo final.    

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A POLIFOBIA.



CORDEL DA POLIFOBIA.
Honorato Ribeiro dos Santos.

Quem não tem papa na língua
Olhe e preste sua atenção,
Pois eu vou narrar agora,
Pro Brasil, nossa nação;
Quem te viu e quem te vê,
Dê a ele o que bem merecer
Mas não culpe sem razão.

Ser professor ou polícia
É pedra de construção;
O primeiro ganha pouco,
O segundo dá proteção:
A sociedade precisa
Da polícia bem ativa
Pra defender a Nação.

A Constituição diz:
Pode ir e vir, cidadão,
Porém o povo está preso,
Sem sair da sua prisão.
A prisão é o próprio lar
É também o seu altar
Pedindo a Deus proteção.

Quando sai para o trabalho
Ou pra comprar o seu pão
Não sabe se volta à casa
É assaltado por ladrão.
Se correr o bicho pega
Se pegar irá pro brega
Compra logo seu caixão.

Gera ódio e vingança
Da polícia e do ladrão
Do assaltante e do bandido
Quem dos dois terá razão?
Voz que clama no deserto
Ninguém sabe quem tá certo
Se é a polícia ou o arrastão.

Será que é “os anos de chumbo”?
Preconceito é aversão
Pois virou ódio e descrédito
Vandalismo sem punição.
Crianças assassinadas
A polícia é condenada
Seja soldado ou capitão.
Nos setores da política
A artificiosa construção
Ideológica de setores
Na mídia é aprovação
E na academia vigente
O comando é valente
E manda entrar em ação.

Em sua torre de marfim
Vivem como em paraíso
Batem palmas ao sucesso
Abrem logo seu sorriso
Tiroteio nas favelas
Corre logo a sentinela
Bala perdida é prejuízo.

Diz: “atirei no que vi”
Fala o dito popular
“E matei o que não vi”
Bala perdida a matar
Bala saiu do fuzil
A perícia vem sutil
Pra descobrir e culpar.

Ora a bala foi da polícia
Ora a bala é do bandido
Não se dá vida pro morto
E o povo fica perdido
Justiça é bicho preguiça
É carro velho que inguiça
E o povo está falido.

Abusar de tal poder
Dos sem fardas dos fardados
Dos seus tronos os políticos
Lamentam calmos, gelados...
Tráfico de droga entrando
Polícia mata enfrentando
Criminosos e drogados.

A reforma nunca sai
Do papel do parlamento
Código civil caduco
De tão velho azedou o fermento
O povo ta em aflição
Subindo tudo é inflação
E o povo vive em sofrimento.

Ladrão de galinha é preso
Quem rouba pão dar prisão
Vai ver o sol bem quadrado
E a propina é Mensalão
Quatro pro cento estão presos
E o restante fica ilesos
E a honra virou carvão.

“Isto é golpe” é a falácia
Da monarca da Nação
E o povo sem segurança
Ta falida a educação.
A saúde para o povo
Grita logo pro socorro
Morre à míngua o cidadão.

No Parlamento o discurso
Um acusa e outro defende
Uns defendem os corruptos
Do seu partido vigente
Ninguém defende o Brasil
A reforma virou pernil
Nem soldado tem patente.

O Cunha sendo acusado
Continua ser Presidente
O Renan está na lista
Mas calaram de repente
O jogo da Mídia é forte
Pula logo no cangote
jogo duro e prepotente.

A polícia federal
Faz boa investigação
O juiz Mouro atuante
Cumpre a lei desta Nação
Procurador da Justiça
Cita quem está na lista
Quem cometeu corrupção.

A baderna se alastrou
Aqui e lá na capital
Do Brasil faz reunião
Faz de conta que é normal
A ladroagem da propina
Virou tudo ave rapina
É contado no jornal.

O Golpe vem lá de cima
Donde vem da oposição?!
Recebeu do Lava Jato
A propina pra eleição
Cabe agora ao Tribunal
De Brasília a capital
Condenar quem é ladrão.

Quem tiver rabo de palha
Do fogo se afastará
“Quem não cometeu pecado”
“Atire a pedra” pra alvejar.
Tirou a vergonha da cara
E a moral ficou bem cara
A culpa agora tem que pagar.

Do lado de lá e de cá
Não escapará um sequer
É claro, há exceção
Há muita gente que quer
Retirar do parlamento
O imoral mau elemento
Com justiça, doa a quem doer.

A educação ta capenga
E a inflação a galopar
Ninguém mais se preocupa
Se a polícia vai algemar
Bandido tem mais poder
E a polifobia a crescer
E quem vai politizar?

Cadê a credibilidade
Do País lá noutro mundo?
Do poço, quem vai tirar?
Está com sono profundo!
Acorda, acorda Brasil!
O porvir tem cor de anil!
E as notícias saem do fundo.

Escândalo todo o dia
São as notícias dos jornais
Mais um recebeu propina
Não diz que são marginais.
Quem tem poder, pode tudo
Os laranjas ficam mudos
Os daqui e das capitais.

As chantagens se alardeiam
Não fale de mim, então,
Se calar não me cassando
Eu retiro cá acusação
Uma mão lava-se a outra
Nos olhos pinga a gota
Não vai haver cassação.

A escolha foi legal
Tomou posse a presidente
Pra governar bem seu povo
E o povo ficou contente.
Porém veio o Mensalão
E o povo sem comer pão
Pois roubaram de repente.

Então veio o Lava Jato
A Federal investigou
Primeiro os empresários
Depois a corda esticou
A polícia não prendeu
Um terço de quem lambeu
Da Petrobrás que furtou.

Cabe a agora a justiça vir
Punir logo os infratores
Quem roubou nosso dinheiro
Devolver aos promotores
O dinheiro do Lava Jato
Não deva ficar barato
Nosso dinheiro de dores.

 Um rei em Israel orou:
Deus, dá-me sabedoria
Um rei não tem muita força
Sem a sua, morreria!
A prece de Salomão
Com fé igual de Sansão
Deus o ouviu com alegria.

Aqui no Brasil, governo
Não faz nenhuma oração
Quer caminhar com seus pés
Sem nenhuma proteção.
Tem que ser abençoado
Protegido e agraciado
Por Deus pedindo perdão.

Errou tanto este governo
Mas não fala pra Nação
Que só queria o poder
E recebeu na sua mão
Gastou dinheiro da Caixa
E o Brasil está em baixa
Sem nenhuma solução.

Pedir perdão, eu não?
Isto é humilhação!
O povo já está feliz!
Bolsa família e pão...
Agora, querer me cassar!
É golpe de massacrar!
Sou forte, não desisto não.

O futuro irá dizer
A justiça está alerta
A Federal não se cansa
Investigará na certa.
O Brasil tem que crescer
E o povo irá agradecer
A Deus com enorme festa.

Gigante é nosso Brasil
Canta o povo brasileiro
Que sonha sair do embargo
E também desse atoleiro
Rogo aos parlamentares
Que ajoelhem aos alteres
Mudem o alvo verdadeiro.

Vou terminar minha história
Pedindo-lhes união
Fazendo uma boa reforma
Saia do caos a Nação
Não defenda seu partido
Defenda o Brasil querido
Abracem-nos como irmão.

Exaltemos a nossa mãe
Padroeira do Brasil
Que interceda a Deus por nós
E assim, sim, será feliz
Nosso povo brasileiro
Acende a vela ou candeeiro
Olha que céu cor de anil!

FIM.