terça-feira, 17 de outubro de 2017

SER PROFESSOR



                  TODO PROFESSOR DEVA SER ASSIM.
Crônica por Honorato Ribeiro dos San tos.

Quem é professor sabe bem que ele, numa sala de aula, enfrenta vários alunos, alunas de formações diferentes, culturas diferentes, vidas sociais diferentes, crenças religiosas diferentes e política partidária diferente. E como educar, ensinar, orientar, preparar para enfrentar o mundo de trabalho com mão de obra boa e preparada para uma profissão onde cada um irá optar e depois de formado numa boa faculdade ser servidor do povo? Primeiro deverá o professor ter a sabedoria de um psicólogo, de um filósofo, de um sociólogo e de um teólogo, para que ele conheça um por um de seus alunos e saiba responder as questões levantadas por cada aluno. Claro que existe aluno que gosta de desafiar o professor ou criticá-lo. E muitas vezes enfrentá-lo corpo a corpo. Saber se defender sem machucar o aluno.
Um padre era professor de história geral e estava dando aula da história da humanidade a uma turma do último ano básico. Todos iriam enfrentar o vestibular; cada um faria a sua opção ao terminar o corso básico. Cada um iria estudar numa faculdade ou de medicina ou de engenharia ou outra qualquer. Mas um aluno sabendo que aquele professor de história era um padre, perguntou-lhe: Padre, Deus existe? Respondeu o padre: Existe. E o aluno questionou: Então, mostre-me ele. E todos os alunos riram e disseram: Mostre, padre! Não vai mostrar? E todos riram à beça. Dar aula de religião? Quem e a quem?
Pois é, professor, esse desafio coloca o professor em desequilíbrio psíquico e o nervosismo incontrolável ferve a cabeça, se caso o professor não esteja preparado para responder a questão levantada por aquele aluno. Na verdade ele não queria saber quem é Deus, mas desafiar o professor. É claro que o padre estava preparado e respondeu teologicamente que o aluno ficou vexado e disse: Para, padre, senão eu perco a cabeça. E os alunos, em silêncio absoluto, ficaram pasmos, ao ouvirem tanta sabedoria daquele padre a explica para todos calmamente quem é Deus. Ele, além de padre, era arquiteto e com formação exegética muito boa.
O professor, hoje, deva estar preparado para enfrentar os desafios que virão acontecer, na sala de aula e fora dela. Há aluno que pergunta para tirar sua dúvida, mas há aluno que quer desafiar o professor. Por isso o professor deva estar preparado psicologicamente e eruditamente. Saber responder sem casuísmo, mas claramente.
Um aluno perguntou para o professor como separar sílaba de palavra que não é dígrafo, como por exemplo: adjetivo, advogado, sublinhar... Mas o professor não soube respondê-lo, porque os prefixos eram derivados do latim e ele não sabia, pois não estudou esta matéria. Não é somente ensinar a divisão, é saber o porquê que elas vêm juntas e a origem etimologicamente delas. Ser professor não é somente uma profissão qualquer, mas, sobretudo amar a profissão e saber ensinar com qualidade e perfeição. Ser professor é desafiar a si mesmo, conhecer a si mesmo, e ser professor de si mesmo. Faça de si mesmo um professor sendo uma biblioteca ambulante, a fim de que saiba responder qualquer assunto que lhe perguntarem. O professor é uma pessoa querida da sociedade, quando ele vive para vida intelectual e a sua humildade em sendo simplesmente aluno de todos os alunos; ensinando e aprendendo para ser professor de fato e de ação. O mais difícil ser professor de ensino, é ser professor de si mesmo. Sou professor que o meu verdadeiro nome é PROFESSOR.

domingo, 8 de outubro de 2017

EU ESTOU SOLITÁRIO



                             

O SILÊNCIO SOLITÁRIO.
Crônica de Honorato Ribeiro dos Santos.
O diálogo, o bate papo, as conversas agradáveis, na sala de visita, na hora do almoço, tudo é silêncio, tudo é individual; ninguém ler mais um bom livro. Ninguém mais escreve nada no preto e branco, ninguém mais sabe escrever bem; a ortografia desapareceu e a nossa amiga gramática jogaram no lixo. Tudo é livre e faz como quer. O regente não usa mais a batuta e tudo sai desafinado sem harmonia, até mesmo no Congresso Nacional a gramática é assassinada. O eu queria uma parte já é praxe até mesmo no STF.
Moro numa casa bastante grande e sempre é cheia de gente que mora comigo. Mas há pessoas que vêm e ficam dois ou três dias aqui. A rotina é a mesma: A solidão vive comigo! Ninguém tem tempo para falar comigo. O celular não deixa. Cada um no seu canto sentado de olhos nele e eu, se caso quiser falar com alguém ligo o computador, entro no facebook e vejo o pontinho verde e eu clico e alguém me atende e nós trocamos ideias e às vezes dando notícia boa. Entretanto, quando vou ao espaço democrático e começo ler de quem aprendeu atrás da escola, eu fico triste e pergunto: Cadê Ruy Barbosa? Cadê Castro Alves? Cadê o padre Antônio Vieira? Mas eles aparecem nas linhas eruditas de amigos que escrevem textos eruditos como: Walter Lopes Frota, Dr José Bonifácio, Drª Norma Lúcia Villares, professor João Nogueira da Cruz, Drª West Lour, o jornalista Flamarion, professora Jô Sampaio e outros que saíram da escola de Ruy Barbosa, eu fico alegre e acaba a minha frustração. Ai de mim se eu lhe corrigir os que não aprenderam a boa ortografia e a boa gramática portuguesa!
Gosto de ouvir alguns parlamentares subirem à tribuna para falar, não a defender as suas siglas partidárias. A esses eu mudo de canal. Como também, mudo de perfil de alguém que assassina o nosso tão lindo português. Mas o que quero falar mesmo é o dominador comum, o dono do dono que lhe escravizou até mesmo de não haver tempo para uma boa reflexão espiritual. De quando em quando vem à minha casa a ministra da eucaristia dar-me comunhão e ele toca forte, mesmo na hora da palavra de Deus.  Tudo para e vai atender. Ai daquele que não atender o dominador de muitos fantoches. Como não uso esse dominador, fico isolado, solitário e ninguém conversa comigo. O que faço? Pego um livro, - este eu ganhei de presente – (A CIDADE DO SOL do autor Khaled Hosseini, que é o autor também de O CAÇADOR DE PIPA) – e começo a ler o novo capítulo. Outra vez eu sento à mesa e começo a escrever choro na partitura para o meu aluno Paulo Vítor; outra, eu sinto saudade de meus amigos: Claudemiro Rocha, Alberto Alves do Nascimento, professor João Nogueira da Cruz, padre Wander Ferreira e pego o meu telefone fixo e ligo para um deles. Mato a saudade! Depois volta a rotina diária.
Mas aqui fico isolado, solitário, pois cada um com o celular no ouvido ou na internet a falar com outrem sem aquele calor humano. Estamos vivendo num mundo do isolamento solitário. Ele é peça boa para quem sabe usá-lo; mas nas penitenciárias, os de dentro mandam nos de fora e vice versa. A pessoa mais feliz é o que não lhe usa e nem sabe o que é mídia. Deita, levanta, toma seu café com cuscus e vai para o seu carpir diário na sua rocinha, que não é aquela que precisa do Exército, mas a rocinha do milho e do feijão para o seu consumo próprio. Estou afirmando que a velhice chegou e o celular tem mais valor do que cuidar e ter cuidado com quem Deus deu as graças de viver até aqui. Não falo do cuidado da alimentação, do respeito, mas do diálogo, do bate papo, da conversa agradável. Isso desapareceu por completo até mesmo dos visitantes. Cada um com o seu celular no seu canto e não sabe o valor que tem uma boa prosa.
Eu tenho uma amiga que desde criança somos. Ela vem aqui e o bate papo é gostoso. Voltamos no tempo; ela rir à beça e conta-me as peraltice que fez durante a infância. Ela é maravilhosa! Os presentes que ela me traz é sempre um livro, e este que estou lendo, foi ela que me ofereceu. Sabe como é o nome dela? Juraci Duque, filha do coronel João Duque e trouxe-me uma linda carta que o pai dela escreveu para Laurentino Afonso de Castro. Que caligrafia! Que talho de Letra! É de invejar aos que não sabem escrever ortograficamente. Quando o Dr José Bonifácio vier me visitar. Eu lho mostrarei esta carta. Sabe quando foi escrita? Em 1932, eu não tinha nascido ainda. Mas fico alegre de os amigos de Memórias de Carinhanha lerem os meus textos e os que se tornaram alunos meus do curso de teologia. São muitos e rogo a Deus para iluminá-los e serem missionário, pois a messe é grande e os operários são poucos. Tenho de mandar um grande abraço ao padre Élio Cunha Castro que está em Milão e de lá vai até Roma e o Vaticano. Boa viagem, amigo!  



sábado, 23 de setembro de 2017

OS ARQUEÓLOGOS NA PALESTINA.



DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA NA PALESTINA.
                  Por Honorato Ribeiro dos Santos.

          No século XIX, um grupo de arqueólogo fez escavações em toda Palestina,
a fim de descobrir restos mortais e residências do povo hebreu, conforme relatos da Bíblia. Conforme os relatos da Bíblia, afirmam que os hebreus ou povo israelitas foram escravos do Egito. Com a liderança do líder Moisés, nos tempos do rei faraó, eles fugiram e passaram pelo Mar Vermelho e se dirigiram à Terra Prometida, onde corria leite e mel. Os hebreus caminharam por longos anos, naquele deserto por quarenta anos como relata a história bíblica.
        Depois de todas as escavações, os arqueólogos não encontraram sequer um único cadáver; encontraram uma pequena residência somente em reinas. Imaginaram até que fosse o palácio do rei Davi, entretanto, era pequena demais e rústica. Não poderia ser, pois, conforme o relato bíblico o palácio era luxuoso e grande. Então eles anunciaram para o mundo todo que o que a Bíblia relata é pura invenção. Cientificamente não é verdadeiro o que relata nos livros da Bíblia; e ninguém viveu no deserto por quarenta anos, tampouco foram os hebreus escravos no Egito, nos tempos do rei faraó. Arqueólogos procuraram na antiga biblioteca do Egito o nome de Moisés e se houve escravos hebreus naquele país e não encontraram nada.
        Foi um choque enorme na Igreja católica e para os cristãos. Como poderia a igreja católica discordar da descoberta científica dos arqueólogos? Foi, então, para acalmar os ânimos do clero e dos cristãos, o Papa Pio XII escreveu uma encíclica: Divino Afflante Spiritu. Nela o papa Pio XII explica que a ciência científica são relatos profanos, enquanto os relatos da Bíblia é inspiração divina e relatos teológicos e etiológicos e não se poderá comparar a literatura histórica teológica com a história científica profana. Uma é humana e a outra é divina, questão de fé, em sendo dogma de fé não se poderá provar, pois se trata de ciência de Deus.
Foi através dessa encíclica do papa Pio XII é que veio a calmaria sem duvidar das escavações dos arqueólogos e sem perder a fé e sem duvidar dos relatos bíblicos.
        Como nós cristãos poderemos prover que Jesus Cristo ao terceiro dia ressuscitou? Como nós cristãos poderemos provar que existem céu e inferno? Se provermos tudo isso deixará de ser relatos divinos e teologia histórica literária com base na fé de um só Deus. Nada poderemos provar, quando se trata da dimensão que passa a metafísica e supera-nos a razão. Como disse Santo Agostinho: “Se me perguntarem quem é Deus, eu não sei. Mas se não me perguntarem eu sei”.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

TIRE O CISCO DO TEU OLHO.



ATIRE A PEDRA SE CASO NÃO TENHA TELHADO DE VIDRO.
Por Honorato Ribeiro dos Santos.

Há muitas corrupções em todo nosso País de muitas maneiras de se apresentar ou interpretá-las. Primeiro é saber o que é corrupção; outra é saber o que é violação; outra, também, é saber o que diz a lei da Constituição Brasileira e a lei civil. Todo aquele, sem exceção, de qualquer maneira, seja pequena, seja grande, qualquer violação da lei tudo o que está prescrito nela, já corrompeu, errou, é corrupto também. Aquele que obedece é sempre justo.
Para a política, quem desviou dinheiro, recebeu propina, comprou voto para se eleger, foi conivente é classificado de corrupto. Para a religião cristã tal atitude do não cumprimento da lei humana e divina chama-se pecado. Mas ambas são sinônimas.
Existem muitas leis no nosso país: Lei Maria da Penha, lei do trânsito, lei para não dirigir bêbado, lei do idoso, do adolescente, lei que proíbe o aborto, lei de maltrato ao animal, lei da preservação do meio ambiente... Há bastante lei, mas elas todas são violadas por aquele que não sabe obedecer; tanto a dos homens como a de Deus. É salutar lamentar quem pratica corrupção, mas não se pode em alarde apontar o dedo para o infrator se o mesmo, também, praticou de certa maneira algo em sua vida errado.
Volto a dizer que, qualquer pessoa que violar qualquer dessas leis, menor que seja, já cometeu erro e se corrompeu em sendo corruptos. “Por que vê o cisco no olho dos outros, enquanto o seu existe uma trave”? Temos a tendência de observar e comentar os erros dos políticos e esquecemos que o nosso cérebro – ele não mente – afirma que somos e violamos muitas coisas relativamente o que se diz a lei. Na delegacia, na polícia, no hospital, no consultório, no trânsito, no fórum e na escola e faculdade nada há de perfeição; ou seja, todos têm um quê de injustos. Se não somos justos, então, direi, há corruptos e corruptores dentro e fora dos poderes sem exceção. Nas igrejas cristãs, terá que varrer o lixo, pois há muita sujeira dentro delas e fora delas. Atire a pedra se caso nunca violou lei nenhuma se caso seja justo.
Nós olhamos os defeitos dos outros, mas escondemos os nossos. Não há um justo sequer na face da terra. Há quem é menos pecador, há quem é mais de quem é menos e há quem corrompe constantemente. Faltou-lhe a ética e a moral, a honra e a vergonha de ser honesto. Portanto, atire a pedra quem nunca violou lei nenhum. Mas ao combate às injustiças não deixaremos de ser justos, pois caso calarmos os montes não se calam; o céu e a terra são testemunhos de tantas injustiças e impunidades. Toda ira contra as injustiças se torna santa.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

DEUS NÃO CHAMOU.



 MORTE ANTECIPADA DEUS NÃO CHAMOU.
 Por Honorato Ribeiro dos Santos

Todos nós morremos, mas não sabemos o dia, a hora, de que vamos morrer, onde vamos morrer.Todavia, muitas pessoas, e é a maioria, nos dias de hoje, por causa da liberdade que têm de ir e vir, e atraídos pelo entretenimento do mundo, acabam antecipando a morte e morrem novo na flor da mocidade. Mormente, quando a pessoa envereda no caminho das drogas. Esta devera o homem chega a perder a razão de viver; esquece de que a vida é a arte de viver em paz consigo mesmo e com os outros. Ser cidadão, cidadã com conduta honrada e respeitada não é privilégio de ninguém em ser boa pessoa, que tem caráter, ética e moral. Para isto nascemos e fomos chamados à perfeição.
O ser humano não nasceu para imperfeição e nem para ser mau. O mal entra no homem sem que ele aceita; é como o câncer, que entra nele sem que ele o pedisse e nem foi porque ele quis que morresse com esse mal que atinge muita gente. Talvez seja mesmo a chamada de Deus para partir dessa estada nossa aqui na terra. Somos todos os inquilinos moradores na casa alugada, pois essa casa não é nossa. Temos de entregar ao dono dela; e, conforme a nossa dívida, só pagaremos os danos dessa residência, depois que fomos chamados à sua presença na “Cidade Celestial” que é dono dessa casa.
Mas há pessoa que não tem responsabilidade de viver dignamente bem aqui, e acaba antecipando a estada de sua permaneça de vida bem vivida e morre cedo. Mas esse morrer cedo, não foi e não é Deus que o chamou. Ela é que se matou, suicidou-se viciou com drogas e ficou independente. Outros se adentraram pelo caminho da prostituição e adquiriram doenças sexuais como a Aids ou doenças veneras. Outros pela morte de bala em combate com a polícia ou na guerra. Deus é contra tudo isso e abomina a todas essas coisas desse mundo das trevas. Essas pessoas morrem por conta própria; Deus não quis que elas morressem desse mal abominável.
Essas são mortes antecipadas e não chamadas por Deus; nem foram predestinadas a morrer cedo ou foi a hora marcada. Todos nós morreremos, mas devemos saber viver com equidade e santidade, longe dessas coisas más e que não agrada a Deus. Morrer na hora certa como uma boa pessoa caridosa, bondosa, religiosa vivendo a vida espiritual em perfeição como foram os nossos santos e santas do cristianismo. Um grande exemplo para nós é a Ir Dulce; e outro exemplo de luta contra as injustiças e a favor da democracia plena foi Dom Hélder Câmara, o bispo que morreu com idade bem avançada, mas soubera viver e lutou ao lado da verdade e venceu até que o Bom Deus o chamou para a cidade celestial. Saber viver é saber administrar a vida em paz com Deus e o próximo. A vida é comunicação; a comunicação é a arte de saber viver.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

UM GAROTO E UM VIOLONISTA.



                                    UM FESTIVAL DE MÚSICA E UM GAROTO.
POR HONORATO RIBEIRO DOS SANTOS.

                Eu morava em Correntina e houve um festival de música em Santa Maria da Vitória. O festival havia nove jurados para dar cada um a sua nota. Não gostei dos jurados, pois sempre que há qualquer festival de música cantada, são convidadas pessoas, que conhecem bem, tanto a letra como a música, seu ritmo e estilo de voz. Lá estavam calouros do projeto Rondon estagiando naquela cidade. Antes de começar o show, eu subir no palco com meu violão e solei uma música de Dilermando Reis, Abismo de Rosa. Fui aplaudido de pé, pois, tanto em Correntina como em Santa Maria da Vitória não havia músico que tocasse por música as composições de Dilermando Reis, o Rei do violão das Américas.
              Começou o festival com a chamada do locutor a cada um que estava inscrito. A casa estava cheia; era num cine e, na plateia havia um  garoto amante da música e observava cada cantor, a letra e a música. Talvez ele tivesse apenas 15 anos de idade, mas guardou na sua mente tanto a música como a letra da música. A música era da minha autoria com o título de POLIGLOTA. Os anos foram passando, passando, mas o garoto foi crescendo e se tornou adulto. Fez a quarta série ginasial e seguiu para outras plagas, a fim de fazer vestibular e seguir a carreira de professor. Foi o que aconteceu: Tornou-se professor na c idade de São Paulo. Casou-se, constituiu família, mas a minha música Poliglota nunca saiu de sua mente.
            Um aluno meu de Correntina é amigo desse professor. Então eles dois se comunicavam pele face e pelo e-mail. Nesse ínterim, aquela música, bem como a imagem do compositor e cantor nunca saiu de sua mente, ele então perguntou ao amigo: Como é o nome de um professor, cantor e mestre de música que morava aí em Correntina, você sabe do paradeiro ou e-mail dele? Respondeu o amigo: “Tenho sim. Vou mandar para você o e-mail dele.” E assim ele recebeu o meu e-mail e contou toda a história daquele festival em sua terra: Santa Maria da Vitória. Tornamos-nos grandes amigos e falamos sempre ao telefone e batemos papo através da mensagem do fecebook. O mais engraçado nesta história é que, no momento que escrevo, é que ele me conheceu, naquele festival, mas eu não o conheço. Escrevi dois livros pela Editora Baraúna e ele é o prefaciador de um e do outro ele escreveu na quarta capa. Outra coisa que ele me perguntou foi: Professor Honorato, um jogador de futebol chamado Chicório ainda é vivo? E eu o respondi: Sim, por quê? E ele me explicou: Houve uma partida de futebol entre Bom Jesus da Lapa e Paratinga. E eu com outros jovens de Santa Maria da Vitória fomos assistir àquela partida. Mas eu vi no campo a imagem do craque e famoso jogador, Garrincha. Posso até lhe falar que ele era melhor de que mesmo o homem das pernas tortas. O povo delirava, quando ele pegava na bola. Parece que ele tinha cera na chuteira; dava cada drible que o adversário caia no chão e o povo ia à loucura!
Vou lhes contar quem é essa figura que me viu cantar o samba POLIGLOTA. É o professor, formado em inglês e que leciona na cidade de São Paulo, meu grande amigo, João Nogueira da Cruz, que faço este texto para enviar para ele.

Honorato Ribeiro dos Santos.

sábado, 2 de setembro de 2017

JESUS FICOU CALADO.



                                         O QUE É VERDADE?
                                    Crônica de Honorato Ribeiro dos Santos.
Pilatos ao interrogar Jesus Cristo fez-lhe esta pergunta: o que é verdade? Mas Jesus ficou calado e não lhe respondeu. Por que Jesus não o respondeu? Essa palavra verdade nasceu dos sábios filósofos, ela pertence quem estuda filosofia, o logos. Como alguém que nunca estudou filosofia, no caso de Pilatos, poderá querer saber o que significa “verdade”? E o que poderemos saber o significado dessa palavra tão propalada entre os magistrados, os parlamentaristas, as religiões, judiciários, advogados, os teólogos, historiadores, críticos textuais, etc. Mas os filósofos afirmam que ela é uma ciência exata super-metafísica.
Você escuta um barulho no telhado de sua casa e diz: Está chovendo. Mas você não viu a chuva. Poderá ser verdade? Até o momento não. Você sai, abre a porta e não ver o chão molhado; não é chuva, mas você escutou o barulho de chuva caindo no telhado. E o que foi, então!? O barulho de um aparelho imitando ser chuva? Até aí não é verdadeira a resposta. É preciso saber que aparelho é. E onde ele provocou o barulho semelhante ao barulho de chuva. Você vai à busca. Não encontrou o tal aparelho. Então não é verdade que a chuva caiu no telhado de sua casa. Depois de muita procura, descobre-se que era um passarinho. Ele ouviu o passarinho cantar semelhante o cair da chuva no telhado. Mas você ainda está com dúvida e diz a si mesmo? Será que foi esse passarinho que pousou no telhado de minha casa cantando e eu pensei que fosse chuva? Diz ele: Eu não o vi pousado no telhado de minha casa? Posso afirmar que é verdade?
Bem, o que eu quero afirmar nesta minha crônica é o seguinte: Alguém afirma que fulano matou a sicrano. Com alarde vai à mídia. Ela anuncia aquilo que ouviu desse alguém, que fulano assassinou à sicrano. Espalha-se a notícia em manchete. A polícia é chamada e lá está o morto furado a bala. A polícia investiga e acha-o pega o criminoso e prende. O delegado faz o inquérito, leva ao promotor. Este estuda o inquérito e denuncia ao juiz. O juiz, depois de analisar, leva o caso ao júri. Estes não viram quem o matou; somente ouvem o advogado da acusação e o da defesa. A verdade é pano preto como venda nos olhos de todos, pois nenhum viu quem o matou. O papel não é mais branco, é uma das verdades, pois nele estão as letras mortas que não sabem o que é verdade; alguém que escreveu, também não sabe a verdade, porque não viu o assassino. Mas o rádio noticiou, o locutor falou e todos ligaram o rádio e ouviram; e acreditaram no que foi anunciado. Será verdade? Se a polícia não viu o fragrante, nem o delegado, nem o promotor, nem o juiz e os jurados, nem a notícia da mídia? Onde está a verdade? Sempre há a inverdade por detrás da verdade. Sempre há um Pilatos a perguntar: O que é verdade?  (!?..)
Nós estamos ouvindo, frequentemente, a mídia anunciar os envolvidos dos escândalos de políticos partidários, empresários; uns receberam propinas e outros deram. Afirma que é o maior escândalo já visto no Brasil. Mas quem começou a corromper esse escândalo todo sobre o rombo na Patrobras? Falam em bilhões desviados. O povo fala: Todos os políticos são corruptos, ladrões. Quem viu roubar e desviar tantos milhões? Quem estava presente e poderá testemunhar que tudo é verdade? Todos os políticos são ladrões? Mas todo ser humano já nasce político. Então a verdade afirma que em sendo todos que nasceram um ser político, todos são ladrões sem exceção. Mas o que é mesmo “política”? A verdade afirma que ela vem de “polis”. E o que é polis? É a primeira vila maior que se emancipa para cidade. E nela mora o cidadão. E o que é, então, ser cidadão? É aquele que sabe que a ética e a moral deva ser a sua presença perante a sociedade onde ele faz parte. Não é privilégio de ser cidadão, honrado e cândido. Cândido é uma palavra grega que significa pureza, imaculado. Daí vem a palavra candidato. Eis a verdade. Mas ela não está presente nem no povo que escolhe os candidatos, nem nos que se candidatam, pois não os são cândidos. E Jesus continua calado perante tantos Pôncio Pilatos pelo mundo afora. “O que é verdade”? (!?...).

Carinhanha, 02 de setembro de 2017.